Sarampo surto da doença no Brasil

Sarampo: Surto da doença volta a ameaçar o Brasil





Após receber da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2016, um certificado que garantia a erradicação do Sarampo, o Brasil volta a sofrer com as ameaças desse vírus altamente contagioso. Nesse período, a OMS identificou que o país estava há mais de um ano sem a notificação da doença. Entretanto, desde o início de 2018, mais de 670 casos já foram registrados no país.

A região que mais vem sofrendo com a doença é a região Norte.

Devido a grande migração de venezuelanos, que em janeiro deste ano foram os primeiros pacientes a serem identificados com a doença, o Ministério da Saúde registrou surtos em Roraima e no Amazonas, onde se concentram cerca de 97% dos casos.

Estados como São Paulo, Rondônia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também já registraram casos da doença, o que gera um estado de alerta para todo o país.

Em Minas Gerais,  mais de 50 casos vêm sendo monitorados e aguardam a confirmação para sarampo. Um dado que preocupa a Secretaria de Estado da Saúde (SES) é que cerca de seis milhões de pessoas não têm o registro da vacina, melhor e mais eficaz forma de prevenção da doença.

Além disso, 61,4% das crianças de até 2 anos de idade, principal grupo das campanhas de vacinação, não receberam as doses da vacina como determina o protocolo de imunização do Calendário Nacional de Vacinação, gerando um estado de alerta para o contágio e proliferação do vírus.  

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral grave altamente transmissível e já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no país. Seu contágio acontece por meio das secreções das vias respiratórias, podendo ser passada de pessoa para pessoa através da tosse, espirro, fala e respiração. A transmissão pode ocorrer antes da manifestação da doença, que  fica incubada no organismo de oito a 12 dias. Seus sintomas são parecidos com os de outras doenças e incluem:

–  febre alta

– mal-estar

– coriza

– conjuntivite

– tosse

– falta de apetite

Além disso, manchas brancas no interior da bochecha podem ser notadas logo no início da doença e, as manchas vermelhas surgem atrás das orelhas e se espalham para a face pescoço, membros superiores, tronco e membros inferiores.  

O tratamento é sintomático e persiste nos cuidados com a higiene, principalmente das mãos, olhos pele e vias aéreas superiores, no uso de antitérmicos para febre e na hidratação do organismo. Algumas complicações podem surgir e as mais comuns são: otite média aguda, pneumonia bacteriana, laringite e laringotraqueite.

Em casos mais raros há manifestações neurológicas, doenças cardíacas, miocardite, pericardite e panencefalite esclerosante subaguda (complicação rara que acomete o sistema nervoso central após sete anos da doença).  

Mitos e verdades

Desde que os surtos de sarampo voltaram a ameaçar o Brasil, muitas informações equivocadas vem sendo espalhadas principalmente nas redes sociais. É importante estar em alerta e bem informado para evitar a proliferação da doença e também para que muitos pacientes não se automediquem e busquem sempre o acompanhamento médico.

Sarampo mitos e verdades

Vacinação contra o sarampo

Presente no Calendário Nacional de Vacinação desde os anos 80 e com uma forte campanha nos anos 90, a vacina é a melhor e mais eficaz forma de prevenção do sarampo.  

Oferecida nas formas de tríplice viral e tetra viral, além do sarampo, a vacina contém vírus enfraquecidos da rubéola, caxumba e na tetra inclui ainda o vírus Varicela zoster, causador da catapora.

O contato com o vírus é muito comum na infância mas pode acometer pacientes em qualquer idade. O baixo índice de vacinação contra a doença é o fator mais preocupante e principal responsável pela proliferação da doença.  

Dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a infância  (Unicef) junto com a OMS mostram que a cobertura vacinal no Brasil vem diminuindo. Estável e perto de 100% 2014, caiu para 96,1% em 2015, 95,4% em 2016 e atingiu apenas 85% no ano passado.

Por isso todos os órgãos nacionais e internacionais responsáveis pela saúde no Brasil e no mundo recomendam a vacinação urgente e também a melhora na gestão e na divulgação das campanhas vacinais. O Programa Nacional de Imunizações recomenda o seguinte esquema de vacinação:

– Primeira injeção, aos 12 meses de vida, com a versão tríplice viral.

– A segunda dose, com 1 ano e 3 meses de idade, com a tetraviral.

A vacina pode ser encontrada nas redes públicas de saúde e também nas redes privadas. Na Clínica de Vacinação do Côrtes Villela, você encontra essas opções de vacina e garante uma proteção ainda maior para a sua família.

Uma campanha do Ministério da Saúde contra o sarampo e também contra a poliomielite (outra doença altamente contagiosa e que vem apresentando focos em algumas regiões do país) está prevista entre os dias 6 e 31 de agosto, sendo o dia D em um sábado (18) e ocorrerá em todo o país.

O paciente que já tomou a vacina não precisa se preocupar, já que o esquema de imunização não tem prazo de validade. A aplicação  é recomendada para crianças até os 2 anos, entretanto, o Côrtes Villela reforça que caso o paciente, principalmente adulto, não tenha o controle do seu cartão vacinal ou não recebeu nenhuma dose da vacina, procure se imunizar o mais rápido possível. Nesses casos os esquemas são:

Sarampo quem deve vacinar

A Clínica de Vacinação do Côrtes Villela oferece o calendário completo de vacinação e possui profissionais capacitados para atender você e toda a sua família.

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Vacinar é um ato de amor e cuidado. Por isso, o Côrtes Villea  há 90 anos cuida de você e sua família.


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