HPV na adolescência: Quais os cuidados necessários?





O HPV (Vírus do Papiloma Humano) é uma um infecção que atinge as mucosas (oral, genital e anal) tanto dos homens quanto das mulheres. Conhecida como uma das Doenças Sexuais Transmissíveis (DST) mais comum no mundo todo é o principal responsável pelo surgimento de câncer no colo do útero – cerca de 99% dos casos.

É uma ameaça silenciosa que na maioria dos casos não se manifesta e pode ainda ser eliminada naturalmente pelo organismo. Em 90% dos casos essa eliminação ocorre, nas no restante deles o vírus se instala no organismo e assim desenvolve a doença.

São cerca de 100 tipos do vírus, dos quais 13 são considerados os mais perigosos, podendo causar, além dos tumores cervicais, câncer de ânus, vulva, vagina e de pênis. Altamente contagioso, muitas vezes assintomático e sem cura, ele é transmitido principalmente durante a relação sexual sem proteção.

Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que mais da metade da população sexualmente ativa do mundo todo irá contrair o vírus em alguma fase da vida. No Brasil estima-se que 54% dos jovens entre 16 e 25 anos têm HPV. Para as mulheres,  no primeiro contato sexual, 1 em cada 10 meninas será exposta ao vírus.

Por este motivo, desde o ano de 2013, o Brasil firmou uma parceria através do Ministério da Saúde com outros órgão públicos e instituições privadas para a produção de uma vacina e assim iniciar uma campanha de vacinação por todo o país. O foco principal da ação são crianças e adolescentes (meninos e meninas) com idade entre 9 a 14 anos.  

Todos podem se vacinar contra o HPV, entretanto a rede pública só fornece a vacina de forma gratuita para esta faixa etária. As demais idades, devem procurar clínicas de vacinação especializadas com a do Côrtes Villela.

Por que se vacinar na adolescência

 O Brasil apresenta um dado preocupante sobre o HPV na adolescência. Um estudo realizado em 2017 pelo Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, mostrou que 54% dos jovens brasileiros entre 16 e 25 anos têm HPV e 38,4% tinham a forma mais grave, que aumenta o risco de câncer.

Com cerca de 4 anos de atuação a campanha de vacinação contra o HPV no Brasil ainda não atingiu a sua meta vacinal esperada. Dividida em duas doses, a taxa de cobertura não passou de 50%, sendo que a meta é de 80% para todo o território nacional.

Vacinar adolescentes é um processo mais difícil do que vacinar crianças. Além da falta de informação, outros motivos como o receio quanto aos efeitos colaterais, medo  e principalmente a sensação de estar “distante do problema”, são um dos principais motivos dessa baixa taxa de imunização.

A conscientização é a principal forma de mudar esta realidade. Por isso, esclarecer as dúvidas sobre a doença e trazer informações claras e objetivas para os jovens é de extrema importância para a saúde pública no Brasil.

O adolescente ao ser vacinado, está protegido contra o contágio com o vírus e todos os seus principais subtipos e também evita a proliferação da doença.  Para as meninas a doença se torna ainda mais grave e risco de desenvolvimento de câncer na vida adulta chega a 94% dos casos. O HPV é uma infecção silenciosa e que pode ser transmitida mesmo que os sintomas não tenham se manifestados.

Estudos mostram ainda que a vacina se torna mais eficaz quando aplicada em pessoas que ainda não iniciaram sua vida sexual. Por isso, o foco na criança e no adolescente é tão importante para a prevenção da doença.

Fique atento! A vacinação é um meio seguro e eficaz de prevenir contra o HPV, mas a melhor opção contra esta e qualquer outro tipo de DST é o uso da camisinha nas relações sexuais.

Sintomas do HPV na adolescência

Os sintomas do HPV estão ligados a alterações na pele e no tecido da mucosa, mas cada tipo depende de uma variação do vírus. Os mais comuns são:

– Verrugas não dolorosas que se apresentam principalmente nas regiões das mãos e da boca, podem se manifestar também na região genital e no ânus, de maneira isolada ou como condilomas acuminados (em grupos);

– Coceira e irritação no local;

– Cânceres genitais: a forma mais grave da doença e que pode ocorrer de forma silenciosa, afeta principalmente as mulheres, com lesões na vulva, vagina e no colo do útero. Em ambos os gêneros  pode se desenvolver no ânus, garganta e boca.

Causas e Transmissão

O vírus HPV é uma doença em que, 98% dos casos, a transmissão acontece por meio das relações sexuais. Entretanto, diferente das outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) não é necessária a troca de fluídos para que a transmissão do vírus ocorra, basta somente o contato entre os órgãos genitais.

Cada tipo do vírus se apresenta de uma maneira diferente no organismo e o indivíduo infectado pode muitas vezes não perceber os sintomas da doença, que normalmente se manifestam de dois a oito meses após a infecção.

Em outros casos, o vírus pode ainda ficar incubado no organismo, ou seja, estar presente no corpo e não se manifestar, o que dificulta saber com precisão quando a pessoa foi infectada.

Outras formas de contágio são muito raras, mas podem acontecer por meio do contato com verrugas da pele, compartilhamento de roupas íntimas e da mãe para o filho, durante o parto.

Diagnóstico e prevenção

Por ser uma doença diretamente ligada aos órgãos sexuais e que afeta principalmente as mulheres, além dos cuidados básicos como o uso de preservativos durante as relações sexuais, é preciso manter os seus exames em dia.

O Ministério da Saúde (MS) recomenda a realização periódica do exame preventivo Papanicolau em mulheres com idade entre 25 e 64 anos que já tiveram relações sexuais, para detectar as lesões de maneira precoce, tornando possível prevenir a doença em até 100% dos casos.

O Côrtes Villela realiza a análise desse material. Mas atenção! A coleta do exame é feita por um médico especialista e encaminhada para alguma de nossas unidades. Por isso, caso tenha alguma dúvida ou apresente o surgimento de algum sintomas, procure um médico ginecologista.

Já para os homens, o diagnóstico é realizado através de um exame chamado Captura Híbrida, que consiste na coleta ou raspagem do material na região considerada suspeita. Este exame é realizado em nossa Unidade Matriz, no Edifício das Clínicas, de segunda a sábado das 9 às 14 horas. As principais instruções são que o local esteja devidamente higienizado, que o paciente permaneça 4 horas sem urinar e que não tenha relação sexual por até 72 horas antes do exame.

Vacinação

As vacinas têm sua eficácia garantida durante um período de 8 a 9 anos e podem ser tomadas tanto na rede pública, em postos de saúde e em campanhas escolares, quanto em clínicas particulares. São dois tipos de vacina: Quadrivalente e Bivalente.

Entretanto a rede pública oferece somente a quadrivalente para determinados grupos, considerados prioritários, são eles:

– Meninos e meninas de 9 a 14 anos;

– Homens e mulheres de 9 a 26 anos, HIV positivos, pessoas em tratamento de câncer, pacientes que receberam transplante de órgãos e pacientes que receberam transplantes de medula óssea.

Na clínica de vacinação do Côrtes Villela é possível encontrar os dois tipos da vacina do HPV,  que podem ser aplicados em qualquer idade e são indicadas para:

– Meninas e mulheres de 9 a 45 anos

– Meninos e homens entre 9 e 26 anos

A vacinação é um método seguro e eficaz na prevenção de diversas doenças. Esteja sempre com o seu Calendário de Vacinação em dia e fique atento ao período de campanhas e também de validade de cada uma de suas vacinas.

Já conhece o nosso serviço de vacinação domiciliar?

Como funciona?

Confira as vacinas que faltam em seu calendário. Entre em contato pelo número (32)3239-5035 e marque com pelo menos um dia de antecedência.

Quando marcar?

– Nosso atendimento funciona de segunda à sexta das 9h às 17h. E aos sábados até às 12h.

Mais de uma pessoa pode ser vacinada?

– Sim. Basta escolher quais as vacinas, a hora e o local.

Como é a forma de pagamento?

– Cada vacina tem o seu valor. Por isso, o orçamento irá de acordo com a quantidade que será escolhida. Temos ainda uma taxa de serviço que é cobrada pelo atendimento e não pelo número de pessoas que serão vacinadas. O pagamento pode ser feito com dinheiro ou cartão de crédito ou débito.


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