O que é glicemia em jejum?





O exame de glicemia em jejum, também conhecido como teste da glicose, é feito para analisar os níveis de açúcar no sangue de uma pessoa.

O procedimento serve para diagnosticar doenças como a hipoglicemia, hiperglicemia e o diabetes, ou para acompanhamento do tratamento desta última condição. 

Para realizar o exame é preciso que a pessoa esteja em jejum de 12 horas, para que o resultado não seja influenciado e possa indicar uma patologia não existente, por exemplo. 

A glicemia em jejum fornece resultado instantâneo e pode assinalar que: 

– sua dieta ou rotina de exercícios precisa mudar; 

– seus medicamentos ou tratamento para diabetes estão ou não funcionando; 

– seus níveis de açúcar no sangue estão altos ou baixos. 

O médico também pode solicitar o teste como parte de um exame de rotina.  

Só para você ter uma ideia, a SDB (Sociedade Brasileira de Diabetes) estima que há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes no Brasil, o que representa 6,9% da população.  

É possível que esse dado possa ter te assustado, né? Por isso a importância do de controlar o açúcar no sangue.

Neste artigo, trazemos muito mais informações sobre a glicemia em jejum. Acompanhe! 

Quando o médico solicita a glicemia em jejum? 

O médico pode solicitar o exame de glicemia em jejum para verificar se você tem diabetes, pré-diabetes ou hipoglicemia, por exemplo. Por meio do teste é possível medir a quantidade de glicose no seu sangue. 

Pode acontecer de você não sentir nenhum sintoma, mas apresentar alguma alteração nos níveis de açúcar, principalmente porque o diabetes pode permanecer assintomático por muito tempo.  

No entanto, é provável que você apresente sinais que indicarão um possível desequilíbrio. 

A hipoglicemia, por exemplo, ocorre quando o açúcar no sangue está baixo e pode ser diagnosticada quando a pessoa se sente: 

– tremendo e suando;

– nervosa;

– com dificuldade de concentração;

– sem energia;

– com a pele pálida;

– com fadiga ou cansaço;

– com dores de cabeça ou dores musculares;

– com batimento cardíaco rápido ou irregular;

– com fraqueza;

– e falta de coordenação.

Em casos mais extremos, o baixo nível de açúcar no sangue pode desencadear convulsões, perda de consciência, confusão e incapacidade de beber ou comer

Já na condição de hiperglicemia ou taxa de açúcar muito alta, os sintomas mais comuns são: 

– aumento da fome ou sede;

– micção excessiva;

– visão embaçada;

– dor de cabeça;

– cansaço.

Assim como acontece com a hipoglicemia, níveis mais altos de açúcar no sangue podem causar perda de consciência ou convulsões.

Além do mais, sem o tratamento adequado, o paciente pode desenvolver o diabetes e doenças cardiovasculares, que podem levar à morte.  

Por que devo estar em jejum? 

O jejum é solicitado com finalidade de evitar um diagnóstico errôneo do diabetes ou de alguma outra doença associada ao desequilíbrio dos níveis de açúcar no sangue.  

Adultos não devem ingerir alimentos ou bebidas, exceto água, por um período de 8 horas. Enquanto que crianças entre três e nove anos só podem jejuar de três a cinco horas. 

É importante que o paciente respeite o período de jejum, pois ao contrário, o exame poderá atestar positivamente para a presença de alguma patologia sem que essa condição realmente exista. 

Além disso, ele também deve tomar outros cuidados na véspera do exame, como: 

– Evitar fazer exercícios físicos em excesso;

– Diminuir a ingestão de cafeína;

– Não ingerir álcool.

Caso o paciente esteja em tratamento para o diabetes, não é preciso jejuar. Entretanto, o exame precisa ser feito antes da dose de insulina. 

A ingestão de medicamentos durante o período de jejum pode interferir no resultado. Converse com o médico para saber se será necessário interromper ou não a medicação. 

Para que serve a insulina? 

O corpo precisa de glicose para obter energia. Esse carboidrato é obtido através dos alimentos que ingerimos. Porém, toda a energia obtida com a ingestão da glicose não é usada de uma só vez. 

Após uma refeição, os níveis de açúcar no sangue aumentam, geralmente atingindo o pico cerca de uma hora depois de comer. 

É aí que entra a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, que é responsável por auxiliar o corpo no armazenamento e na liberação da energia obtida com os alimentos. 

No entanto, a insulina apresenta dificuldades para metabolizar a glicose em pessoas que têm diabetes. 

Portadores do diabetes tipo 1 não produzem o hormônio de maneira suficiente.

Já aqueles com diabetes tipo 2 não respondem bem à insulina e, posteriormente, podem não produzir o bastante para as funções do corpo.

Fatores relacionados aos alimentos e que podem desencadear aumentos significativos na taxa de glicose incluem: 

– comer grandes refeições;

– consumir alimentos e bebidas açucaradas;

– comer alimentos com carboidratos simples ou carboidratos, como pão e lanches doces.

Como é feito o exame? 

O exame de glicemia em jejum é feito a partir da coleta de sangue por meio de punção venosa.

O diagnóstico é realizado através do cálculo da taxa de glicose no sangue de acordo com os valores de referência por idade.  

O resultado costuma sair em até 24 horas, a depender das orientações do laboratório. 

Quais são as complicações ou riscos após o exame? 

Após o exame o paciente deve se alimentar normalmente, de forma natural, sem exageros. Não é recomendada a prática de exercícios intensos. 

Contudo, o exame de glicemia em jejum apresenta baixo ou nenhum risco ou efeitos colaterais. 

É comum que você sinta dor, inchaço ou pequeno hematoma no local da punção. Entretanto, isso deve desaparecer em um dia.  

Como entender os resultados? 

Os níveis de açúcar no sangue costumam variar ao longo do dia, sobretudo, horas após a ingestão de alimentos. 

Pessoas em condições normais apresentam resultados conforme a tabela abaixo: 

glicemia em jejum

Essa variação também ocorre em pessoas já diagnosticadas com o diabetes por exemplo. Elas costumam apresentar os seguintes níveis de açúcar no sangue: 

Glicemia em jejum

No entanto, para o diagnóstico de diabetes e de condições por meio do exame de glicemia em jejum, utiliza-se os seguintes valores de referências. Glicemia em jejum

Valores entre 100 mg/dL e 125 mg/dL já indicam aumento da glicose no sangue

Porém, neste caso, não significa que a pessoa já está com diabetes, mas que ela tem tendência a desenvolvê-la caso não mude hábitos alimentares e pratique atividades físicas, por exemplo. 

Essa condição é chamada de pré-diabetes. Geralmente ela não apresenta sintomas e pode demorar entre 3 a 5 anos antes que você desenvolva o diabetes. 

Saiba que a pré-diabetes pode ser revertida, mas é importante controlar a alimentação e diminuir a ingestão de gorduras, açúcar e sal.

Além disso, você deve ficar atento com a pressão arterial e fazer alguma atividade física. 

Para confirmar o resultado de diabetes o valor de glicemia deve ser igual ou maior que 126mg/dl.

Porém, ainda será necessário repetir o exame por mais um ou dois dias seguidos, pois são indicadas duas amostras para um diagnóstico preciso. 

Agora, se o resultado da glicemia em jejum estiver acima de 200mg/dl é um indicativo claro de diabetes.

No entanto, outros sintomas do paciente devem ser avaliados e outros exames podem ajudar, como a hemoglobina glicosilada e a curva glicêmica. 

Pacientes que apresentarem valores abaixo de 70 mg/dL podem estar com hipoglicemia, mas novos testes devem ser considerados.  

Qual a periodicidade do teste em quem tem diabete? 

A glicemia de jejum precisa ser realizada em pacientes com diabetes tipo 1 ou 2 a cada três meses em média, mas a frequência pode variar conforme a necessidade. O seu médico vai indicar o tempo correto.  

O exame pode ser feito durante a gravidez? 

Durante a gravidez a mulher pode apresentar alterações nos níveis glicêmicos.

Nesse caso, o obstetra que faz o acompanhamento do pré-natal vai solicitar a dosagem da glicose para verificar se a mulher possui diabetes gestacional.  

O exame de glicemia em jejum pode ser feito em qualquer semana. Também é importante saber que as gestantes têm valores diferenciados para a glicemia de jejum. 

O limite superior para a suspeita do diagnóstico de diabetes é 85 mg/dL.  

Caso confirmado a alteração, exames complementares como o da curva glicêmica e tolerância a glicose são realizados. 

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