Tireóide - Função, principais doenças e exames

Tireoide: Função, principais doenças e exames





Você sabe o que é a tireoide? Saiba que essa pequena glândula localizada na parte inferior do seu pescoço tem um papel muito importante para o funcionamento do seu corpo. 

Inclusive, o mau funcionamento da glândula pode comprometer a saúde cardíaca, ciclos menstruais, capacidade de concentração, musculatura, intestino e até mesmo o humor.

Quer saber mais sobre os distúrbios da tireoide, sintomas, exames de detecção e tratamento? Continue lendo para descobrir. 

O que é a tireoide?

A glândula da tireoide tem o formato semelhante ao de uma borboleta. Pesa entre 15 e 25 gramas e está situada no pescoço, logo abaixo do pomo-de-adão.

Seu tamanho médio é de cerca de 15 ml. Para ficar mais fácil, pode compará-la com a metade de um copinho de café descartável. 

Qual é a função da tireoide? 

A tireoide é responsável pela produção de dois hormônios considerados essenciais para nosso corpo: a triiodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4). Esses dois hormônios são feitos de iodo. 

Após serem produzidos pela tireoide, eles são liberados na corrente sanguínea, para auxiliar na regulagem da velocidade do metabolismo, da frequência cardíaca, da temperatura do corpo e as funções cerebrais, além de estimular o crescimento e o desenvolvimento dos indivíduos na infância e adolescência.

A produção de T3 e T4 é controlada pelo hormônio TSH, que é produzido na glândula hipófise. O TSH age como se fosse um interruptor, que fica sempre ligado. 

Quando a produção de T3 e T4 no sangue é insuficiente, o TSH se eleva para tentar normalizar os níveis desses hormônios. 

A mesma coisa acontece quando T3 e T4 estão sendo produzidos acima dos níveis normais. Nesse caso, o TSH reduz para que os níveis caiam. 

Quais são os principais distúrbios da tireoide? 

Os distúrbios da tireoide ocorrem quando essa glândula para de funcionar corretamente, ou seja, podendo produzir mais ou menos hormônios do que o normal.

O hipotireoidismo e o hipertireoidismo são os principais problemas ocasionados pelo funcionamento incorreto da tireoide, mas eles não são os únicos.

Confira abaixo uma lista com os distúrbios e os principais sintomas:

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo ocorre quando os níveis de T3 e T4 estão baixos. Nesse caso, sintomas como cansaço, sonolência, unhas e cabelos secos e quebradiços podem ocorrer, mas eles não são únicos:

 

– pele ressecada;

– dores nas articulações;

– sensação de frio;

– lentidão na fala;

– prisão de ventre;

– menstruação irregular;

– inchaço facial;

– pálpebras caídas;

– aumento de peso;

– retenção de líquido;

– depressão;

– palidez;

– batimentos cardíacos mais lentos;

– fadiga;

– falhas de memória;

– mãos e pés frios;

– baixa libido.

 

Hipertireoidismo 

Por outro lado, o hipertireoidismo acontece quando os níveis de T3 e T4 estão altos. Palpitações, tremores (principalmente nas mãos), perda de peso e irritabilidade são sintomas comuns nesse cenário, mas outros também pode ser observados:

 

– insônia; 

– suor excessivo; 

– sensação de cansaço; 

– ansiedade; 

– fraqueza muscular; 

– menstruação irregular (por vezes muito curta ou com pouco fluxo); 

– diarreia; 

– aumento do apetite; 

– queda de cabelo; 

– pele quente e intolerância ao calor;

– dificuldade de raciocínio e concentração;

– aumento visível da glândula (bócio) ou presença de nódulos na região;

– agitação e hiperatividade;

– olhos inchados ou saltados;

– unhas quebradiças.

 

É fundamental ficar ligado no desequilíbrio dos níveis do  hormônio, principalmente, porque muitos dos sintomas são atribuídos ao excesso de trabalho e ao estresse, mas na verdade podem indicar alterações na tireoide. 

Câncer de tireoide

Existem 4 tipos de carcinomas que acometem a tireoide: papilífero e folicular; medular e os anaplásico.

Papilífero: é o mais comum e menos agressivo – corresponde a cerca de 80-85% dos casos de câncer de tireoide.

Folicular: também é pouco agressivo e corresponde a cerca de 15% dos casos.

Medular: tipo de câncer um pouco mais agressivo, que corresponde a cerca de 3-5% dos casos da doença.

Anaplásico: forma bem agressiva e rara que, geralmente, acomete idosos acima dos 70 anos de idade. Corresponde a cerca de 1% dos cânceres de tireoide e costuma ser fatal.

Os principais sinais que indicam a presença de um câncer na tireoide são: 

 

– Deformidades na região cervical, especialmente na região da tireoide;

– nódulos;

– Alteração da mobilidade da glândula à deglutição;

– Sinais e sintomas de hipertireoidismo ou hipotireoidismo de início repentino.

 

É importante lembrar que a presença de um nódulo na tireoide não é um indicativo de câncer na glândula.

Na verdade, há uma estimativa de que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Sendo que apenas 5% dos nódulos que acometem a tireoide são cancerosos.

Além do mais, cerca de 97% dos pacientes com câncer na tireoide são curados.

Quais hábitos podem prejudicar o funcionamento da tireoide? 

A maioria dos problemas na tireoide são de ordem congênita, resultado de medicamentos ou transtornos autoimunes.

Contudo, certos hábitos ruins podem prejudicar a produção equilibrada de hormônios pela glândula. Se você tem algum da lista abaixo, é melhor mudá-los enquanto é tempo. Confira:

 

– sedentarismo;

– estilo de vida estressante (excesso de tensão, preocupações e pressão constante);

– dormir pouco (o ideal é ter entre 7 e 8 horas de sono por dia);

– consumo exagerado de cafeína (lembrando que ela não está presente apenas no café, mas também em certos chás, refrigerantes, energéticos e suplementos);

– baixa ingestão de iodo;

– alta quantidade de soja na dieta;

– abuso de bebidas alcoólicas;

– consumo frequente de refrigerantes diet;

– tabagismo;

– vegetais crucíferos crus consumidos em excesso;

– baixa ingestão de gorduras saudáveis;

– dieta rica em carboidratos (massas, bolachas, arroz branco, doces…) e açúcar, propriamente dito;

– consumo frequente de margarina e outros óleos vegetais refinados.

 

Quais exames detectam problemas na tireoide?

O primeiro passo após suspeitar de que está tendo alguma distúrbio na tireoide, principalmente, após identificar algum dos sintomas acima, é mais que fundamental procurar ajuda do especialista. 

O endocrinologista é o profissional que trata os distúrbios na glândula. 

Na consulta, além de relatar seu histórico de doenças e realizar exame físico (quando o médico apalpa a região da tireoide), exames especializados serão usados para diagnosticar distúrbios da tireoide.

 

– Exames de sangue para medir os níveis de hormônios tireoidianos e TSH

– Exames de imagem (como ultrassom) para investigar o tamanho e a presença de nódulos na tireoide

– Biópsia e punção aspirativa por agulha fina

– Cintilografia de tireoide

 

Saiba mais sobre os exames TSH e T4 Livre neste artigo.

Quais são os tratamento para os problemas da tireoide?

Nos casos de hipertireoidismo, a primeira opção de tratamento é a prescrição de medicamentos antitireoidianos, que reduzem a produção hormonal da glândula.

Em quadros mais avançados, a ingestão de iodo radioativo ou cirurgia para retirada da tireoide podem ser as soluções mais indicadas. 

Nessas situações, a reposição acontece por meio de hormônios sintéticos orais, consumidos diariamente, para garantir a saúde endócrina.

Diante do diagnóstico de hipotireoidismo, é preciso aumentar os níveis dos hormônios, o que é feito através da suplementação com remédios à base de levotiroxina. 

A dosagem varia de pessoa para pessoa, mas a recomendação é que seja ingerida todos os dias, antes do café da manhã, para evitar que a alimentação diminua seu efeito.

Geralmente, o médico receitará uma dose mais baixa, para averiguar a resposta do organismo e, se necessário, a aumentará, gradualmente.

É fundamental que a administração do medicamento obedeça a orientação médica, uma vez que a automedicação traz grande risco à saúde, sendo capaz de gerar, inclusive, o hipertireoidismo como consequência.

No caso do câncer da tireoide, o tratamento apresenta três etapas: a remoção cirúrgica, chamada de tireoidectomia, a ablação da tireoide remanescente e a terapia hormonal supressiva.

Lembre-se que para qualquer situação em que se suspeite de distúrbios na tireoide, é importante procurar o endocrinologista, profissional que irá te avaliar da melhor maneira possível.

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